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21/08/2017 11:22 Midia News

Menor de idade, funcionário confessa ter planejado assassinato

Uma das cinco pessoas presas pela morte do empresário Alaércio Teixeira de Oliveira, em Diamantino , era um menor, funcionário da vítima, que confessou ter planejado o crime para roubar e vender o carro e a aparelhagem de som montado pelo patrão.

Alaércio estava desaparecido desde a noite de sábado (12) e o corpo foi encontrado na manhã de terça-feira (15). No mesmo dia, cinco pessoas foram presas em Nova Mutum , acusadas pelo crime.

Além do menor, foram presos dois homens adultos e duas mulheres, sendo uma delas também menor.

Segundo o investigador da Polícia Civil de Nova Mutum, Jorge Luiz dos Santos, o menor viu Alaércio montar o som de seu carro e acompanhou os gastos, de R$ 20 mil.

“Ele viu o valor que foi gasto e achou que esses R$ 20 mil, mais o carro que ele conseguiria roubar e vender, seriam suficientes para resolver os problemas da vida dele”, disse o investigador.

O policial revelou que a princípio os envolvidos mentiram no depoimento, mas por fim acabaram confessando o crime.

“O menor tentou assumir sozinho para livrar os outros, mas depois eles começaram a cair em contradição. Aí resolveram abrir a boca. Todo mundo confessou que participou da morte”, disse Jorge Luiz.

O crime aconteceu na casa dos três homens, que moravam juntos, a cerca de 100 metros da oficina do empresário.

Eles estavam conversando com a vítima, quando o menor chegou por trás e golpeou sua cabeça com uma barra de ferro. Com o golpe, Alaércio caiu.

“Em seguida, o outro acusado pegou outra barra de ferro e também começou a bater na cabeça dele. Foram vários golpes. Eles esmagaram a cabeça do Alaércio. Depois, deram um golpe de foice nas costas dele. E por último ainda o amarraram com as mãos e os pés para trás e fizeram um pacote dele”, narrou o investigador.

As duas mulheres assistiram a todo o crime.

Segundo o investigador, depois da morte, eles enrolaram Alaércio em um lençol e o levaram a cerca de 15 km da cidade no porta-malas do carro dele, um Renalt Clio. Lá eles jogaram o corpo e retornaram para Diamantino.

“Em seguida, foram para Nova Mutum”, disse o investigador.

Chegando em Nova Mutum, os cinco de hospedaram em um hotel na região central. A Polícia Civil descobriu o paradeiro através de investigações e realizou a prisão do grupo nesse hotel.

Antes da prisão, as mulheres ainda saíram na cidade e fizeram compras com o cartão da vítima, cuja senha era conhecida pelo menor.

Uma nota fiscal no valor de R$ 314 foi encontrada pelos policiais, mas o investigador afirmou que esse não foi o único gasto com o cartão.

Em depoimento, o grupo ainda confessou que pegou R$ 300 em dinheiro na carteira e R$ 450 em cheque. E pagou as diárias dos três quartos do hotel também com o cartão.

Eles serão indiciados por latrocínio. Todos continuam presos, sendo que os menores estão aguardando vaga para serem internados em uma unidade do sistema socioeducativo.

A Polícia Civil continuará investigando o caso.


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