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03/10/2017 12:23 Assessoria

Nova Mutum lança projeto piloto que visa combater a violência contra a mulher

Foi lançado na última segunda-feira, 25, em Nova Mutum o projeto Âncora, que visa fortalecer as políticas públicas de combate a violência contra a mulher. O evento aconteceu no Tribunal de Júri do Fórum da Comarca de Nova Mutum.

O Projeto desenvolvido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) conta com a parceria do Poder Judiciário - Comarca de Nova Mutum, Prefeitura, OAB, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Defensoria Pública, Ministério Público, Hospital, empresas privadas e instituições religiosas. Esses parceiros contribuirão com implementação de medidas de combate a violência doméstica no Município.

A advogada Luciana Trevisan, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, explica que além do atendimento a vítima, o Projeto irá atuar também no acompanhamento do agressor para identificar as causas que levaram o mesmo a cometer o ato de violência e buscar meios de reabilitação ao convívio familiar. "Nós criamos grupos reflexivos e esses homens vão passar por encontros, através de medidas protetivas, determinadas pela juíza, que ao invés de mandar esse homem preso, nas situações que é possível pela lei Maria da Penha, ele vai nos encaminhar esse homem e ele irá participar de grupos para ele compreender o que está causando a violência, formas de acabar com essa violência, como agir dentro de casa e ao mesmo tempo será tratada a família, a vítima através do Creas, que é um Centro de Referencia nesta área", explica.

"Estamos dando total apoio para que este projeto inicie suas atividades. Tudo o que propõe uma mudança de comportamento, de caráter, resulta em uma mudança na sociedade. Este projeto se propõe a ter papel fundamental na resolução destes problemas que afetam o cotidiano da mulher brasileira", afirma Marinês Pivetta, secretária de Cidadania e Assistência Social.

"É o que a gente espera, eu acho que é uma das vertentes que mais podem dar sucesso. Visa justamente fazer com que esse agressor reflita e mude a sua forma de enxergar a mulher, a tratar sua companheira e que traga mais paz para as famílias", destaca Elena Ronkoski, juiza da 3ª Vara.


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