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15/07/2017 18:58 Olhar Direto - Vinicius Mendes com informações de Arthur Santos da Silva

Secretário aceita oferta de juíza e aeronave de Silval Barbosa será usada pelo Estado em operações

O secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, aceitou a oferta feita pela juíza Selma Arruda, que oferecia uma aeronave prefixo PT- VRX modelo EMB-810D, que era de propriedade do ex-governador Silval Barbosa e havia sido entregue à Justiça em consequência das operações Sodoma e Seven.

No último dia 26 de junho a magistrada havia intimado os secretários Júlio Modesto, da Secretaria de Estado de Gestão (Seges), e Rogers Jarbas, da Sesp, para saber se o Estado tem interesse em adquirir os bens entregues pelo ex-governador Silval Barbosa.
De acordo com a Sesp, a aeronave será utilizada em operações aéreas do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), em especial para deslocamento de tropa para eventuais situações emergenciais, socorro de vítimas em estado grave e levantamento de imagens para possíveis intervenções do sistema de segurança pública, dentre outras ações.
No entanto, a outra oferta feita pela juíza Selma ao secretário Júlio Modesto, ainda não foi aceita. A magistrada afirmou, em entrevista à Rádio Capital FM, na manhã desta sexta-feira (14), que aguarda resposta do secretário Júlio Modesto.
“Eu consultei também o Dr. Júlio Modesto no sentido de saber se esses outros bens interessam ao Estado e ele já acionou o Intermat [Instituto de Terras de Mato Grosso] e já está vendo essa questão, se essas terras efetivamente valem a pena para o Estado”, disse a juíza.
A assessoria da Seges informou que a Secretaria ainda não tem uma resposta formalizada, mas o secretário continua tratando com a juíza. À Seges foi oferecido um lote urbano localizado no município de Sinop, uma área rural localizada no município de Peixoto de Azevedo e um imóvel em Cuiabá.
A juíza disse que a intenção das ofertas é evitar a realização de leilão caso o Estado se interesse pelos bens.
“O que nós fizemos foi colocar à disposição do Estado, para verificar se esses bens, da forma como estão servem para o Estado. Para fazer alguma coisa que seja um bem social para o próprio Estado e caso ele se interesse, não há necessidade de a gente levar a fazenda a leilão e devolver isso em dinheiro”, afirmou a magistrada.

 


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